Domingo, 1 de Junho de 2008
Além - Guadiana
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Poema em alentejano Oliventino
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Na Vila de Olivença
não se pode namorar!
As velhas saem ao Sol
e põem-se a criticar! |
Ó minha mãe, minha mãe,
"companhêra" de "mê" pai,
eu "tamêm" sou "companhêra"
daquele cravo que ali vai! |
Eu tenho uma silva em casa
que me chega à "cantarêra"
busque "mê" pai quem o sirva
quê "nã" tenho quem me "quêra"! |
Olha bem para o "mê" "pêto"
onde está o coração
vê lá se disto há "dirêto"
diz-me agora: sim ou não ! |
"Azêtona" pequenina
também vai ao lagar;
eu também sou pequenina
mas sou firme no amar. |
Saudades, tenho saudades,
saudade das "fêticêras".
Lembrança das amizades
da terra das "olivêras". |
Se eu tivesse não pedia
coisa nenhuma a "nênguém"
mas, como "nã" tenho, peço
uma filha a quem a tem |
Adeus, Largo do Calvário
por cima, por baixo não.
Por cima vão os meus olhos
por baixo, meu coração. |
Já ouvi este poema em muitas terras alentejanas, mudam apenas o primeiro verso e adaptam à terra que querem...
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